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Naomi Campbell: reinado com ousadia

Supermodelo britânica chega aos 50 anos sem perder a majestade

Revista CARAS Publicado sexta 29 maio, 2020

Supermodelo britânica chega aos 50 anos sem perder a majestade
Em 1989 e em 1999, no Fashion of The Oscars Party - Getty Images


Até o começo dos anos 1980, ser modelo era uma profissão sem glamour e poucos eram os rostos conhecidos do público. No entanto, ao longo da década, alguns nomes começaram a despontar de tal maneira no mercado que até uma nova categoria precisou ser criada para elas, a de supermodelo. Fora e dentro das passarelas, Claudia Schiffer (49), Cindy Crawford (54), Linda Evangelista (55) e Christy Turlington (51) conquistaram o posto, mas ninguém foi tão longe quanto Naomi Campbell. Em maio, a britânica completou 50 anos com uma carreira invejável, repleta de recordes, quebras de paradigmas e algumas polêmicas, por conta de sua personalidade forte, um dos atributos mais notáveis da modelo.

Requisitada para diversos desfiles e campanhas para grandes grifes, como Chanel, Dior, Versace e Dolce & Gabbana, ela também fez história ao ser a primeira modelo negra a aparecer na capa da revista Time, além de outras publicações renomadas da moda, contabilizando mais de 500 capas com seu rosto. De tão querida pelos estilistas, seu amigo e mentor, o designer Yves St. Laurent (1936–2008), ameaçou tirar suas propagandas de uma das revistas se Naomi não saísse na capa. “Eu posso ser considerada uma das maiores modelos do mundo, mas eu não faço a mesma quantia de dinheiro que minhas colegas brancas”, disse ela, em 1991, sobre o preconceito no universo da moda.

Antes dos 15 anos, quando foi descoberta, Naomi estudava dança na Italia Conti Academy, instituição de artes, em Londres. “Sempre me senti uma adulta dentro de um corpo de uma criança. Mesmo antes de ir para a Italia Conti, eu já fazia alguns trabalhos na TV e em videoclipes, sendo um deles o de Bob Marley”, relembra ela, sobre Bob Marley (1945–1981). Na música Is This Love, de 1978, Naomi aparece ao lado do cantor nos primeiros segundos do vídeo. “Minha família adorava reggae. Bob foi um dos homens mais incríveis que eu conheci, que me trouxe muito das minhas raízes”, descreveu a modelo.

Além dele, outro ícone próximo foi Nelson Mandela (1918–2013), ex-presidente da África do Sul. Com o líder político, ela começou seus trabalhos de caridade e, em 1997, foi nomeada como sua ‘neta honorária’. Até hoje, ela mantém Fashion For Relief, concebida em 2005 para levantar recursos para diversas causas humanitárias. A supermodelo também declarou seu amor ao Brasil, vindo inúmeras vezes para cá, inclusive durante o carnaval, no qual desfilou pela Portela, no Rio de Janeiro, em um dos carros alegóricos da escola de samba, em 2008. “Quero trazer minha mãe para cá, para conhecer este País lindo”, revelou ela durante uma de suas três entrevistas para o apresentador Jô Soares (82).

Aos 50 anos, Naomi continua com toda a sua intensidade e personalidade forte, sem medo do que os outro irão dizer. “Todos os dias, precisamos fazer algo para dar suporte e melhorar as próximas gerações e eu sei que estou fazendo isso”, filosofa a top, referência para muitas colegas de profissão.

Último acesso: 10 Jul 2020 - 02:11:02 (352978).