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Solange Frazão exalta a família

Na Ilha, ela narra feitos de vida

Tamara Gaspar Publicado sexta 29 maio, 2020

Na Ilha, ela narra feitos de vida
A constante rotina de exercícios a impede de sentir os sintomas da menopausa, fase pela qual passa - Martin Gurfein


Ao voltar seu olhar para o passado e rever sua trajetória de vida, Solange Frazão é tomada por dois sentimentos: orgulho e realização. Aos 57 anos, ela se consagrou como uma das maiores referências no universo fitness do País e construiu uma família sólida e unida, que a ajudou a revelar suas melhores facetas, a de mãe e avó. O caminho até aqui, no entanto, não foi só de sorrisos e contou com uma boa dose de batalha. “Vejo que tudo valeu a pena. Renasci muitas vezes e muitas vezes tive de começar do zero. Eu me separei cedo dos meus dois casamentos e, na época, havia preconceito. Criei os meus filhos sozinha, sempre fui presente e trabalhei para dar oportunidades para eles. Batalhei e, hoje, só tenho a agradecer, sou realizada”, atestou ela, que reuniu os herdeiros, Bruna (32), Thabata (30) e Lucca (27), na Ilha de CARAS, em Ilhabela, litoral de SP, pouco antes de o isolamento social os afastar. “Estamos unidos, porém separados. É tanta saudade que precisamos diariamente nos ver pelas videoconferências”, explicou ela, que precisou adiar o lançamento do seu livro Além do Corpo, no qual mescla biografia e preciosos ensinamentos, por conta da pandemia. “Logo ele estará à disposição para que possa inspirar e motivar as pessoas.” O empenho e vigor com que escreve sua história se repetem nos cuidados com o corpo. Sua boa forma surpreende e, claro, gera curiosidade. “Isto é resultado de uma constância. É gratificante ouvir elogios, afinal, sou mulher e vaidosa, mas meu objetivo sempre foi a saúde. Esta aparência nada mais é do que anos de investimento na saúde”, conta ela, sem as famosas crises de idade. “Nunca tive isso, ao contrário, fico feliz em saber que as pessoas acham que tenho menos idade. Repito, tudo é constância e trabalho diário. ‘Ah, mas a Solange tem dinheiro, é mais fácil!’ Não! Você pode caminhar, subir e descer escadas, fazer exercícios em casa... Não é a drenagem linfática que faz diferença, mas, sim, seu esforço”, frisou ela, contra dietas restritivas e plásticas. “A plástica é injusta, ela faz o caminho inverso. É preciso lavar o rosto todo dia, passar hidratante todo dia, se alimentar bem todo dia: é constância!”, reforçou.

Os anos de dedicação trouxeram a Solange não apenas realizações pessoais e profissionais, mas também maturidade. Hoje, ela se permite respirar sem as responsabilidades e pressões de antes. “Até então, eu me preocupava em cuidar dos meus filhos, construir coisas e, às vezes, nos esquecemos de nós mesmas. Desde que cheguei aos 50, parece que comecei um novo ciclo. Passei a dar valor às pequenas coisas, cuido mais de mim, saio do salto, me agrado mais. Também aprendi a falar ‘não’, pois já fiz muitas coisas que não queria”, disse ela, solteira após fim de relação de sete anos com Pyero Tavolazzi (35).

– Tem curtido a fase solteira?

– Passei mais tempo da minha vida sozinha do que acompanhada. Claro que muito tempo sozinha é ruim, mas fiquei mais exigente. É uma conduta minha dar este tempo para mim. Não fechei o coração. Sei que o encontro com um grande amor vai acontecer.

– Exigente em que sentido?

– Parei de procurar príncipes e quero procurar um homem que esteja no mesmo momento que eu. A idade não é um problema, mas a questão do momento, sim: meu diamante é a família, quero estar com eles e preciso de alguém que esteja nesta mesma fase.

– Foi a questão do momento que te fez acabar a relação?

– Sim. Éramos parecidos e a idade nunca atrapalhou, mas chegou um momento que os propósitos de vida mudaram. Ele estava envolvido com o trabalho; eu com a família. Um foi para a direita; o outro para a esquerda, por isso, decidimos encerrar nosso pacto de maneira amigável, como adultos.

– Sua família é muito unida...

– Temos cuidado um com o outro, somos amigos e confidentes. Mãe só é feliz se os filhos estão felizes e eu só tenho a agradecer.

– Qual o momento mais difícil de sua vida?

– Um dos momentos mais difíceis que conto no livro é quando tive síndrome do pânico. Poucas pessoas sabem. Tinha ansiedade, não dormia e fui ao médico, pois achei que estava com problema no coração. Ele me receitou remédios e eu nunca mais voltei lá! Eu me desafiei, comecei a correr e me curei com os exercícios. É este conhecimento que quero passar.

– Acredita que o capítulo mais importante ainda está por vir?

– Sim. Nunca finalizo os sonhos e tenho muita coisa para viver.

– Mesmo isolada, segue focada nos exercícios em casa!

– Somos obrigados a concluir que nada é mais importante que a saúde. Acredito nos exercícios em casa e sei dos benefícios.

Último acesso: 10 Jul 2020 - 02:47:23 (352987).